2ª CRE faz visita à comunidade indígena Kaingang em São Leopoldo

11/03/2013 16:33

Dia 06/03 uma equipe da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (2ª CRE) se reuniu com integrantes da comunidade Kaingang, em São Leopoldo, para analisar as possibilidades de espaço para a construção de uma escola na aldeia. A Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental na Comunidade Kaingang PorFi já tem decreto de autorização de funcionamento, contudo os alunos são atendidos na Escola Estadual Haydee Rostirolla. Apesar de ser uma escola de ensino regular, os alunos Kaingang são atendidos por professores indígenas em um currículo bilíngue. O que existe na aldeia é uma sala em que os alunos têm aulas de Kaingang, além de um centro cultural, que funciona como um espaço de lazer e reuniões.

 De acordo com o cacique Alécio G. de Oliveira, uma escola na própria aldeia ajudaria a preservar a cultura indígena, pois “a proposta pedagógica dos índios é diferente. Quando acontece alguma briga entre as crianças ou entre as crianças e os professores, os pais sentam junto e assumem junto a ação de educar”, explica. A mãe Rosalina Aires de Paula afirma que é difícil acompanhar os filhos na escola, por que fica fora da aldeia. A distância, aliás, é um dos fatores que gera abandono escolar, além de falta de assiduidade. De acordo com o professor kaingang Dorvalino Cardoso, uma escola na aldeia é importante para a convivência na comunidade, além do que “em escolas kaingang não existem cercas nem portões”, pondera.

A responsável pela comunidade indígena kaingang da 2ª CRE, Cleci Maria Souza, esclarece que o projeto de construção da escola já está aprovado pela Coordenadoria Estadual de Obras Públicas. Além da aprovação do projeto, existe espaço suficiente para a construção de um prédio. A única dificuldade é a falta de acesso ao local, pois dentro da aldeia não existem ruas para transportar os materiais de construção, mas, de acordo com o cacique, já existem tratativas com a prefeitura municipal para resolver o problema do acesso.