Projeto “CONHECER AS ATIVIDADES ECONÔMICAS ”

Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Flor

 

 

Os alunos do jardim ao quinto ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Flor durante o projeto “CONHECER AS ATIVIDADES ECONÔMICAS” realizaram várias pesquisas de campo à famílias da comunidade para conhecer o processo de desenvolvimento das atividades econômicas, este projeto foi iniciado no ano de 2014 e em 2015 segue com mais visitas.

            Atualmente se destacam na comunidade incluindo na agricultura a piscicultura, a citricultura, avicultura, suinocultura, hidroponia, viticultura, horticultura, silvicultura, criação de gado leiteiro, comércio, turismo, agroindústria familiar, serraria e empresa transportadora.

            Em todas as famílias visitadas fomos bem recepcionados e nos explicaram todo o manejo ou funcionamento da atividade para um maior rendimento econômico e qualidade de produção.

            Percebeu-se que muitas famílias tiveram que optar por novas alternativas para continuar no campo e se adaptar as modernidades tecnológicas para obter maior produtividade e a plena permanência no mercado de seus produtos.

            Na propriedade de Laurindo e Claudete Lunkes que trabalham no ramo da horticultura cultivando hortaliças orgânicas foi destacado a importância de produzir produtos orgânicos oferecendo aos consumidores alimentos mais saudáveis. Os alunos nesta visita observaram e até manusearam alguns implementos antigos do início da colonização como a serra vai- e- vem, o rebolo e a bancada de marceneiro. Viajando no tempo sentindo as dificuldades de manusear os implementos que seus avós usavam no trabalho e puderam fazer uma comparação do tempo necessário para realizar uma atividade.

            Na hidroponia observaram todas as fases de desenvolvimento do crescimento das hortaliças desde a germinação até o cultivo e a importância da produção com qualidade ao mercado. A hidroponia é um modo de produção de verduras em geral, pois usa uma técnica inovadora, precisa de cuidados especiais em relação à água, luz e nutrição. É um processo que tomou grande impulso e vem evoluindo cada vez mais, traz muitos benefícios ao trabalhador e produtor.

            Na casa de Comércio de Paulo Roocks conhecida como Casarão, Bar Armazém construído no ano de 1931, os alunos observaram os produtos comercializados no momento e mudanças de produtos comercializados devido ao estilo de vida das pessoas e pela praticidade.

            No turismo rural temos famílias que participam da Rota Colonial oferecendo alimentos e bebidas da colônia. Numa das propriedades é possível acompanhar a produção de carvão vegetal, bem como, a suinocultura, atividades econômicas do local. Ao final da Rota há um local com açudes, cabana, pesque e pague onde é servido o tradicional café colonial elaborado pelas famílias aos turistas.

            A atividade econômica de maior destaque é a silvicultura, plantio de eucalipto, de acácia-negra, produção de carvão e lenha. Tanto que atualmente a vegetação da comunidade é constituída por matas de acácia-negra e eucalipto, são poucos os hectares que ainda restam de mata nativa. Essa atividade exige dos produtores trabalho e muito cuidado desde o plantio até a colheita para a produção de carvão e lenha. Muitos optam por gostar e dar continuidade a uma atividade já iniciada pelo patriarca da família. Temos empresas que realizam o empacotamento do carvão e comercialização para mercados, restaurantes e churrascarias.

            A piscicultura também se tornou outra atividade econômica como uma fonte de renda aos agricultores. Temos várias famílias que criam peixes para vender em feiras que acontecem durante o ano.

            Os alunos tiveram a oportunidade de visitar a propriedade de Sadi Fries para conhecer mais sobre os cuidados com os peixes em sua criação e com os açudes. Iniciaram esta atividade em 1989 juntamente com o início da Rota Colonial Turística oferecendo aos turistas mais um atrativo de lazer.

            Na comunidade temos a Padaria Recanto Colonial, administrada pelo casal Laci e Irineu Stein uma das agroindústrias familiar que teve início com o Turismo Rural no ano de 1998. Comercializa bolachas de diversas variedades, pão branco, sovado, pão de milho, cucas, tortas, roscas e bolos de chocolate a diversas localidades do município e inclusive no centro da cidade.

            A apicultura foi o que algumas famílias optaram para complementação de sua renda e por oferecer o mel que é benéfico por contribuir na cura de muitas doenças.

            Na suinocultura se encontram famílias que trabalham com suínos para engorda e com a maternidade.

            A mais de 65 anos temos a família Pertile na comunidade que trabalha com a viticultura, cultivando vários tipos de uvas em três hectares que são comercializadas em cantinas, mercados e realizam vinho e suco artesanal. Nesta propriedade os alunos receberam explicações sobre todos os cuidados necessários durante o ano com as videiras observando as transformações nas mesmas em cada estação do ano.

            Os alunos foram conhecer a avicultura da família Waliszevski que se destaca na produção de ovos para a Naturovos são recolhidos em média 29 mil ovos por dia. Todos ficaram admirados com a quantidade de ovos produzidos e com o tamanho dos aviários e todo o controle com as aves diariamente.

            Foi explicado que precisaram se adaptar a uma série de exigências feitas pela empresa visando a organização da propriedade e a segurança das aves. Segundo a lei vigente é proibido a construção de qualquer aviário perto de nascentes, arroios, rios ou açudes.

            Temos famílias que trabalham com a produção de leite. Os alunos foram visitar a propriedade de seu Aloisio e Noeli Scheindwin para de perto observar a ordenha mecanizada dos animais e cuidados necessários para a boa qualidade do leite que é entregue a empresa Bom Gosto.

            A serraria é uma das atividades mais antigas que fez se necessário nas comunidades no início da colonização. Antigamente, porém, esta empresa reunia diversas atividades: serraria carpintaria, marcenaria, descascador de arroz, moagem de grãos entre outras, sendo que as máquinas eram movidas pela força da água, a vapor ou por motor a diesel e mais tarde pela energia elétrica. O transporte das toras era por meio de carroças, puxadas pela tração animal, usando-se juntas de bois e o carregamento era manual. Levava-se até um dia para buscar as toras, sem contar que, dependendo do tamanho, demorava-se meio dia para serrar e transformá-las em tábuas, o que hoje não demora alguns minutos.

            Diante desta pluralidade de atividades os alunos destacaram a importância de cuidarmos do meio onde estamos inseridos conscientizando-se da sustentabilidade, no qual, os recursos naturais sejam valorizados, não somente explorados com objetivos lucrativos, mas para que as gerações futuras também possam usufruir dos encantos do local realizando atividades que agridam menos a natureza.

A escola realiza projetos, no qual, alunos aprendem não somente na teoria, mas na pratica, desenvolvem atitudes de sustentabilidade.

            Uma sociedade sustentável é aquela que não coloca em risco o ar, a água, a terra, a vida vegetal e animal dos quais o nosso bem-estar depende. Para que uma sociedade seja de fato sustentável, é necessário estabelecer os Princípios da Vida Sustentável, como: respeitar e cuidar da comunidade; dos seres vivos; melhorar a qualidade de vida das pessoas; conservar a vitalidade e a biodiversidade do Planeta; modificar atitudes e práticas pessoais, permitir que as comunidades cuidem de seu próprio Meio Ambiente.

            Portanto, para que o desenvolvimento seja sustentável, a exploração dos recursos naturais deve ser feita de maneira que as futuras gerações possam também utilizar esses recursos e beneficiar-se deles. E que isso aconteça num processo contínuo e equilibrado, no qual a redução das desigualdades econômicas e sociais sejam metas fundamentais.

            Além disso, deve preservar e recuperar os ecossistemas naturais e promover a reciclagem de materiais, buscando sempre a manutenção do equilíbrio ambiental e uma relação mais harmoniosa dos homens com a natureza e entre si mesmos.