Projeto "Eu amo Salvador do Sul"/Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Flor

                      Projeto Conhecer, Aprender, Economia local...

 

 

 

 

No projeto Eu amo Salvador do Sul de 2016 os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Adolfo Flor iniciaram com o estudo da história do município estimulando o desenvolvimento da capacidade de estabelecer comparações, confrontar a sua realidade e perceber os diversos contextos históricos em sua complexidade e riqueza.

Diante do objetivo geral do projeto destacaram-se algumas diversidades da comunidade Madeireira Oscar LTDA, Rota Colonial da Linha Stein e o Ciclismo Rural do Programa Mais Educação.

A Madeireira Oscar LTDA assim denominada, para homenagear o pai de Antônio Käfer um dos associados, por volta de 1990.

Destacava-se na comunidade desde o período colonial para facilitar o desbravamento das terras dos primeiros colonizadores. Por meio de pesquisas, foi constatado que antes de 1945 pertencia a Antônio Schommer, no qual vendeu a Eugênio Bohn, que por sua vez, em 1970 vendeu aos irmãos Oscar e Beno Käfer. Atualmente pertence aos sócios Ari, Antônio e Beno Käfer.

Essa empresa reunia diversas atividades: serraria carpintaria, marcenaria descascador de arroz moagem de grãos entre outras. Antes de existir energia elétrica, era consumida muita madeira, pois as máquinas eram movidas a vapor d´água.

Os moradores levavam milho e trigo para fazer farinha, o arroz para ser descascado, amendoim para fazer o óleo que servia para acender lanternas. Na marcenaria era fabricado móveis, janelas, portas, rodas de carroça, arados, etc.

O transporte das torras era feito por meio de carroças puxadas por atração animal, além de o carregamento ser manual. Praticamente para buscar a torra, serrá-la e transformá-la em tábuas levava-se um dia.

Atualmente o processo de transformação da madeira bruta em tábuas é totalmente automatizado demorando apenas alguns minutos. Sendo serradas cerca de 100 torras por dia e vinte dúzias de tábuas. Na empresa são serradas tábuas, guias, ripas de telhas e caibros.

Os colonos da região do próprio município e arredores são os fornecedores e o destino de toda madeira é principalmente para compradores do litoral e Porto Alegre. Somente são serradas torras de eucalipto outras madeiras não são mais permitidas por lei.

Como nada se perde e tudo se transforma da serragem resultante da madeira serrada e destinada a alojamento de aves.

A Rota Colonial iniciou no ano de 1999, através do apoio da prefeitura municipal, Emater e Sindicato. Após várias reuniões em 1998 criaram a Rota Colonial com o objetivo de desenvolver o turismo rural levando os turistas a conhecer a cultura e atividades rurais das famílias no município com divulgação do mesmo.

O primeiro café servido aconteceu em 31 de dezembro de 1999 ao ar livre numa mesa no gramado com hospedes do Hotel Candeeiro da Serra, pois naquele tempo não havia nada construído e as famílias faziam intercambio com o hotel.

A rota inicia o seu primeiro atrativo, com o Túnel Ferroviário, construído em 1906, em Linha Bonita Alta, de uma arquitetura especial e única do gênero na América Latina.  No local os turistas se encantam com as belezas naturais.

Após o Túnel, os turistas podem conhecer as propriedades das famílias que fazem parte da Rota Colonial. Observando atividades econômicas das famílias, participando de trilhas ecológicas, travessia de pinguelas e pesque-pague.

A família de Edgar residente em uma casa em estilo enxaimel oferece aos turistas a demonstração da moenda de cana por tração animal e degustação da garapa feita na hora. Também podem encontrar uma diversidade de compotas, sucos de frutas e spritzbier.

O grande destaque é o Café da Colônia, elaborado com produtos feitos pelas famílias integradas na rota ao final do passeio que acontece na propriedade da família de Sadi Fries.

No café é oferecido bolinho de carne, pastel, linguiça, morcilha, torresmo, waffle, nata, requeijão, doces, biscoitos, bolacha, rosca, variedade de pães, schmier, colonial, mel, bolinho de batata, bolachas, rosca, ovo curtido, sagu, creme de baunilha, compotas de frutas, pudim, bolo, café, cerveja caseira, leite ou chá.

Os turistas se encantam com as belezas naturais, tranquilidade do local e a degustação dos pratos típicos oferecidos no café colonial.

Considerando a importância da escola como espaço no qual a vivência democrática pode ser exercitada, por meio de atividades educativas, lúdicas e recreativas iniciou-se o Ciclismo Rural a partir do Programa Mais Educação.

Essa atividade é direcionada as escolas do campo, tendo por objetivo a prática do esporte saudável na perspectiva do desenvolvimento integral do estudante, fazendo da prática do pedalar ações que visem o contato direto com a natureza.

Os alunos praticam o ciclismo no recreio, nas aulas de Educação Física e no Projeto Mais Educação utilizando-se do espaço físico da escola ou das ruas da comunidade.

Foram adquiridas bicicletas para as diferentes idades, assim todos podem praticar desde o jardim ao 5º ano.

Com os alunos é realizado um estudo da história do ciclismo, os benefícios à saúde, cuidados necessários na prática e importância do uso de equipamentos de segurança.

A pessoa que prática o ciclismo pode evitar o sedentarismo, prevenir e até curar doenças, aumentar a capacidade respiratória e cardiovascular e consequentemente intensifica o bom funcionamento do cérebro.

Os alunos adoram praticar o ciclismo, pois desenvolvem as diversas habilidades na prática do esporte e de maneira divertida. 

No decorrer do Projeto foi trabalhada também a questão do lixo, tivemos a oportunidade de conhecer o Centro de Triagem de Resíduos, no qual, pode-se observar todo tipo de lixo produzido nos municípios, a quantidade que será reciclado e o que ainda é enviado ao aterro sanitário. Foram destacados alguns tipos de lixo que não deverão ser enviados à Central de Triagem e que podem ter outro destino. Comentou-se a importância da colaboração de todos para diminuir o lixo no planeta, além de economizar matéria prima.

Na escola foram realizadas caminhadas eco educativas, onde as crianças observam, analisam e recolhem o lixo na rua com a importância da conscientização da preservação do meio ambiente incentivando a uma cultura de sustentabilidade que vai além da preservação dos recursos naturais e da viabilidade de um desenvolvimento sem agressão ao meio ambiente implicando um equilíbrio do ser humano consigo mesmo e com o planeta. 

 

 

Colaboração: MERI T. ABEL LUNCKES, Diretora da E.E.E.F. Adolfo Flor