“Diga não à violência”: Escola Emílio Sander trabalha a cultura da paz

14/11/2013 09:41

 

 

 

Com a tarefa de desenvolver temáticas relacionadas à paz e ao bem, os alunos do Ensino Médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Emílio Sander, de São Leopoldo, realizaram diversas atividades ao logo de todo o ano de 2013. Sob a orientação da professora de Filosofia, Cláudia Duro, os alunos trabalharam a questão do consumo e da produção consciente. Além disso, os alunos foram desafiados a pensar sobre o trabalho como fonte de satisfação e não somente de lucro. “Não precisamos aderir a esse modelo de sociedade em que o consumo impera e em que a busca pelo dinheiro passa a ser o objetivo central da vida”, adverte Cláudia.

As turmas de Ensino Médio também se envolveram com a temática dos animais de rua. Através de palestras, debates e pesquisas, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer outras formas de convivência entre animais e humanos. Um exemplo disso são as terapias mediadas por animais, como no caso dos trabalhos de reabilitação motora em crianças com câncer. Os alunos exercitaram a confecção de leis em sala de aula, como exercício propositivo para um mundo mais justo para os animais. De acordo com a professora, precisamos evoluir na nossa relação com os animais, superando a percepção de que eles são objetos para o nosso consumo e satisfação.

Outras temáticas, sob a alcunha de que um outro mundo não só é possível, como também inevitável, estão relacionadas ao cuidado com a natureza, como, por exemplo, o uso racional das águas do Rio dos Sinos. No momento, a escola está em busca de parcerias para desenvolver um projeto de captação de água das chuvas para uso na limpeza e na irrigação, esclarece Cláudia. A educação no trânsito também foi pauta para muitas discussões e trabalhos. De acordo com a coordenadora da escola, Tatiane da Silva, os reflexos dos trabalhos já são visíveis na comunidade escolar: “relações respeitosas e éticas são um aprendizado, um processo de humanização, e isso não se dá de forma automática”, reflete.

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell