2ª CRE expande a oferta de turmas de EJA

04/11/2013 09:27

 

 

No último período a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) ampliou a oferta de turmas de Educação de Jovens e Adultos de 13 para 19 escolas. Além disso, há mais cinco escolas regulamentando a documentação para abrir turmas. O esforço do governo do estado do Rio Grande do Sul é uma resposta à dívida social para com todas as pessoas que não concluíram a sua formação básica na idade certa.

A EJA, além de proporcionar a possibilidade de concluir o Ensino Médio em três semestres de 400 horas cada, tem uma proposta pedagógica diferenciada. De acordo com a assessora da EJA na 2ª CRE, Odete Hahn, o currículo contempla os saberes dos alunos para, a partir deles, construir conhecimentos significativos. Odete esclarece também que os eixos pedagógicos são elaborados com base na pesquisa sociontropológica, garantindo, assim, o diálogo dos conteúdos com a vida concreta dos alunos. “Não adianta repetir fórmulas conteudistas que já excluíram os alunos no passado”, frisa Odete. A outra novidade para a EJA é a possibilidade de ofertar cursos profissionalizantes, através do Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Odete participou, em outubro, de encontro nacional sobre a EJA, promovido pela Editora Moderna, em Atibaia, São Paulo. O objetivo do encontro era reunir experiências de todos os estados brasileiros e promover debates sobre o currículo da modalidade. Com o tema “Vozes de Valor- Educação de Jovens e Adultos: valorização, conquistas e desafios”, nomes como Moacir Gadotti, André Lázaro e Solange Petrosine trouxeram diferentes perspectivas e olhares sobre a educação de jovens e adultos. Ratificando as políticas adotadas no Estado, Gadotti afirma que um país que tem mais de 50% da população jovem e adulta que não conclui a educação básica, os governos devem adotar a EJA como prioridade absoluta.

Sobre os currículos, Lázaro reforçou a necessidade de se enfatizar a educação e não a escolarização dos alunos de EJA, para não reverberar a ideia tão presente de fracasso e evasão. Essa ideia, de acordo com Hahn, também confirma a conduta pedagógica adotada pela Secretaria de Educação do Estado (SEDUC) e pela CRE. “É muito animador ver que estamos evoluindo nas propostas da EJA e ver que estamos em sintonia com o que vem sendo preconizado por pesquisadores respeitados na área”.

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell