2ª CRE participa de aula magna da Rede Escola de Governo

17/03/2014 14:24

 

 

 

 

O auditório do Theatro São Pedro, em Porto Alegre, esteve lotado na 3ª edição da Aula Magna da Rede Escola de Governo nesta segunda (17). A coordenadora da 2ª CRE, Rosana Chinazzo, e integrantes do setor pedagógico da Coordenadoria acompanharam a agenda de qualificação profissional. O professor Gaudêncio Frigotto palestrou sobre a importância da formação dos trabalhadores da esfera pública para qualificar a prestação de serviços à sociedade. Na mesa de autoridades estavam o Secretário de Estado da Administração e dos Recursos Humanos, Alessandro Barcellos, e a diretora de Educação e Formação da Fundação de Desenvolvimento de Recursos Humanos, Sandra Bitencourt.

Sandra Bitencourt ressaltou a importância da formação para qualificar e resgatar a autoestima do servidor público. Ela ainda destaca que em 30 meses de funcionamento, a Escola de Governo realizou 232 ações de formação, como cursos, palestras e oficinas. Para Alessandro Barcellos, a formação serve como um antídoto para o sucateamento histórico do serviço público.

O doutor e pesquisador Gaudêncio Frigotto organizou sua fala em três eixos: o papel do estado; a formação do servidor público e os desafios para a mudança. Ele iniciou questionando sobre o que significa a coisa pública, fazendo um contraponto com a doutrina neoliberal e o capitalismo que, de acordo com Frigotto, cultuam a “teologia do mercado”. No bojo dessa discussão surgem diversos dilemas como a ética, a sustentabilidade e os interesses privados colidindo com os interesses públicos.

No segundo eixo, Frigotto falou da importância da formação continuada para os servidores públicos, não somente no aspecto técnico, mas também no humano e no social. Ele alerta para a necessidade de o Estado ter agentes capazes de fazerem a leitura dos fenômenos sociais e não somente a identificação dos fatos, de forma fragmentada e isolada. “Precisamos de pessoas que saibam ler os sinais e identificar as ameaças que nos rondam”, explica. O professor ainda enfatizou a necessidade de formar cidadãos críticos em relação à mídia.

Para terminar a reflexão, o doutor em Educação falou dos desafios para realizar o que ele chama de “travessia” contra a hegemonia da “teologia do mercado”. Isso, segundo ele, também passa pela resistência aos discursos midiáticos, que, muitas vezes, se afiliam aos valores do capital. Frigotto frisa que para garantir os interesses públicos é preciso assegurar a escola pública de qualidade e a imprensa livre. “Assim teremos sentinelas para ler os sinais e para acordar os que podem estar em sono profundo”.

 

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell