2ª CRE participa de Seminário sobre a violência contra as mulheres

10/12/2013 14:04

 

2ª CRE participa de Seminário sobre a violência contra as mulheres

 

 

Integrando as atividades do Seminário “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, a luta continua” a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) participa na última terça-feira (10) de painel sobre políticas públicas para o enfrentamento da violência de gênero. O Seminário foi uma iniciativa do Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST, de São Leopoldo, coordenado por André Musskopf e Marcia Blasi e reuniu diferentes atores sociais que lidam com a temática da violência contra as mulheres.

A primeira rodada de exposições enfatizou as ações de representantes de grupos de mulheres, como do Instituto Lilás, das Promotoras Legais Populares, das Mulheres da Paz, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e do Fórum de Mulheres de São Leopoldo. No segundo momento, representantes do Poder Público relataram as principais ações para o enfrentamento da violência contra as mulheres. A Deputada Estadual Ana Affonso explanou duas leis de sua autoria que criam uma política estadual de enfrentamento à violência doméstica e familiar, recentemente sancionadas pelo Governador Tarso Genro.

A representante da 2ª Coordenadoria Regional de Educação e especialista em estudos de gênero, violência e infâncias, Mariléia Sell, falou da importância da educação para a minimização da violência contra a mulher e para o enfrentamento a todas as outras manifestações de violência. “A relação entre a baixa escolaridade e a violência já não é novidade para ninguém, por isso o desafio é garantir a permanência e a aprendizagem dos estudantes”. Políticas federais e estaduais estão qualificando os espaços escolares para que todos os estudantes consigam a sua inserção social e para que desenvolvam a sua intelectualidade.

Mariléia destacou a reestruturação curricular como uma estratégia central para a promoção da aprendizagem, como é o caso do Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), a Reestruturação Curricular do Ensino Médio (Ensino Médio Politécnico) e o Programa Nacional de Educação do Campo (PRONACAMPO). “Currículos que não atendem as demandas sociais contemporâneas e às especificidades locais podem ser muito violentos e altamente excludentes”, destaca. Outra ação importante para a consolidação de uma cultura mais pacífica é a criação dos Comitês de Prevenção a Violência nas Escolas (COPREVES), que reúnem todos os atores das comunidades escolares, instrumentalizando-os para identificar e combater as múltiplas formas de violência no espaço escolar e comunitário.

Além dessas mudanças curriculares, a Coordenadoria também promove formação permanente aos professores da rede para a promoção à diversidade e à transversalidade nas escolas. Temas transversais como gênero e sexualidade, prevenção às violências, educação ambiental, educação afro-brasileira e ensino religioso são debatidos e estudados para que se atinja uma escola cada vez mais inclusiva e menos violenta.

A secretária da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de São Leopoldo, Cristina Santos, também expôs as principais estratégias do município no enfrentamento à violência contra as mulheres. A investigadora da 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, Sirlete Brasil, reforçou, em sua fala, a importância de delegacias especializadas no atendimento às mulheres vítimas de violência.

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell