Começa curso de mediação de conflitos escolares na rede estadual de São Leopoldo

16/09/2013 10:10

 

Inicia hoje (16) o curso de mediação de conflitos no ambiente escolar e no entorno das escolas, no auditório do Colégio Estadual Frederico Schmidt, em São Leopoldo. Cerca de 70 alunos e professores de sete escolas da rede estadual de educação realizam o primeiro de cinco módulos do curso (Haydee Rostirolla, Emílio Boeckel, Parque do Trabalhador, Olindo Flores, Victor Becker, Frederico Schmidt e Visconde de São Leopoldo). Além das escolas, há também representantes da Brigada Militar participando da formação.

Maribel Guterrez, assessora do Programa Saúde Escolar, da Secretaria de Educação do Estado (SEDUC), conduziu o trabalho de modo a rever a concepção de conflito e de violência. A partir da concepção, torna-se possível diagnosticar a realidade da escola, de acordo com Maribel. Alunos e professores fizeram relatos e apresentações sobre as principais formas de violência manifestadas no espaço escolar. Muitas dessas formas de violência passam pelas diferenças de classe, de etnia e de gênero, segundo os alunos. Entre as principais práticas violentas os alunos apontaram provocações, preconceito, humilhações, palavrões, ameaças, bondes, fofocas, discriminação e agressões físicas.

A ideia da formação é criar comitês em cada uma das escolas, para que alunos e professores consigam identificar e interferir positivamente nos conflitos locais. 60 horas de curso pretendem instrumentalizar os participantes, que terão também a incumbência de multiplicar a mediação de conflitos em seus espaços. A aluna Amanda Claúdia Klein Morais, do 2º ano da Escola Victor Becker, acha importante receber as orientações cobre como enfrentar a violência: “agora sei como acabar com uma provocação, porque tem colegas que fazem de tudo para ver o circo pegando fogo”, avalia.

De acordo com o soldado Oliveira, do 25º Batalhão de São Leopoldo, a participação dos policiais é fundamental para desmistificar a própria figura do profissional nas escolas. “Temos um papel social muito importante na prevenção e não somente na repressão, por isso precisamos investir na educação”, avalia. O soldado é também professor e responsável pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD), que já atendeu a mais de 15 mil estudantes nas escolas públicas de São Leopoldo. Sílvia Tolentino, responsável pelos Comitês de Prevenção a Violência nas Escolas (COPREVES) da 2ª CRE, avalia a iniciativa de forma muito positiva: “através da educação é que teremos chances de mudar paradigmas violentos e promover uma cultura de paz”, reflete.