Coordenadoria faz formação com professores de Ensino Médio e Escolas do Campo

19/06/2013 14:43

 

Na quarta e quinta-feira (19 e 20), a 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) realizou formação para os professores de Ensino Médio e das Escolas do Campo. Cerca de 450 pessoas se reuniram no Centro de Eventos do Hotel Swan Tower, em Novo Hamburgo, para refletir sobre a interdisciplinaridade e a pesquisa socioantropológica como norteadoras do currículo. A professora de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/FACED), Aline Cunha, conduziu as discussões sobre os eixos norteadores da formação.

Aline começou as reflexões falando sobre o conhecimento e seus desdobramentos: o que é; quem produz; para que produz; como se caracteriza, entre outras questões. O conhecimento como saber em movimento não pode ser estático e não pode ficar confinado a pacotes pedagógicos ou livros didáticos prontos. O conhecimento é uma construção que deve partir da realidade emergente de cada comunidade, o que torna inviáveis os currículos unificados e homogêneos. “Não há como unificar a prática pedagógica. Quando se parte dos interesses e realidades de cada comunidade escolar é preciso partir dos conhecimentos significativos. A escola e os conteúdos escolares não podem virar as costas para a realidade concreta”, enfatiza.

Ainda no primeiro dia, o tema da pesquisa socioantropológica foi pautado como metodologia central para construir currículos ancorados na realidade. A partir do mapeamento antropológico (não censitário apenas) é possível conectar os conteúdos no Seminário Integrado, por exemplo. O Ensino Médio Politécnico não diminui a importância dos conteúdos, pelo contrário, “é uma proposta que dá muita importância a eles, ao encharcá-los com os diferentes contextos sociais e fazer com que conversem entre si”, esclarece Aline.

Para a coordenadora da 2ª CRE, Rosana Santos, não se pode ter preconceitos: a escola é o espaço em que convergem todos os conhecimentos e todas as formas de expressão identitária. “A escola é um espaço polivalente e cabe a nós professores estabelecermos relações entre as diferentes possibilidades de existir no mundo”, reflete.

Para o assessor do Ensino Médio Politécnico, Paulo Taufer, as avaliações dos participantes foram majoritariamente positivas. “A palestrante nos ofereceu os ingredientes para que cada um faça o seu bolo, porém não deu receitas, pois elas não existem”, reflete. Isso abre a possibilidade de cada professor construir seu protagonismo na sala de aula. Segundo Paulo, o professor “está sendo convocado a produzir conhecimento e ser um agente de transformação no seu espaço”.