Curso de mediação de conflitos escolares em Novo Hamburgo

01/11/2013 16:00

 

 

Aconteceu nos últimos dias 30 e 1º o curso de mediação de conflitos com escolas de Novo Hamburgo, no auditório do Colégio 25 de Julho. Cerca de 80 participantes, entre professores e alunos das escolas Santo Afonso, Maurício Sirotsky Sobrinho, Ayrton Senna do Brasil, Luiza Teixeira Laufer, Kurt Walzer, Seno Frederico Ludwig e 25 de Julho foram instrumentalizados sobre como interferir em situações de violência no espaço escolar e no entorno das instituições. O encontro é o primeiro de cinco módulos do curso, totalizando 60 horas de formação.

O professor e psicólogo Jeferson Magalhães, que é também especialista em gestão de segurança pública, trouxe, no primeiro dia, um panorama histórico e psicossocial das transformações que aconteceram nas famílias e na escola a partir do século XX. Através de dinâmicas de grupo, os participantes refletiram também sobre as relações interpessoais.

No segundo dia de formação, houve o estudo de casos e a aplicação das teorias abordadas anteriormente. Em grupos, os alunos encenaram diferentes situações de conflitos e estudaram possíveis mediações. Para o professor Marcos Vinícius Teixeira de Oliveira, da Escola Santo Afonso, esse tipo de formação é fundamental porque todas as situações macrossociais desembocam para dentro da sala de aula e nem sempre os professores sabem como lidar com isso.

Para a responsável pelos Comitês de Prevenção à Violência nas Escolas (COPREVES) da 2ª CRE, Sílvia Tolentino, a formação está inovando ao incluir também os alunos. “Eles precisam ser os grandes agentes para promover uma mudança cultural, transformando as escolas em um espaço de tolerância, de paz e de solidariedade”, acredita. De acordo com a coordenadora da 2ª CRE, Rosana Santos, o curso é uma oportunidade ímpar de diálogo, de escuta e de diagnóstico das principais situações de violência que as escolas enfrentam. “A formação enfoca as intervenções pedagógicas, que promovem a reflexão, o entendimento, a crítica e o protagonismo social”.

Jornalista responsável: Mariléia Sell