Escolas da 2ª CRE fazem relato de experiências durante a 10ª MEP

27/10/2013 10:00

Escolas da 2ª CRE fazem relato de experiências durante a 10ª MEP

Durante a 10ª Mostra de Escolas da Educação Profissional e do Ensino Médio (MEP), ocorrida nos dias 25, 26 e 27 últimos, em Caxias, três escolas da 2ª CRE fizeram relato de experiências. A formação ocorrida no segundo dia da Mostra contou com a presença de professores de quatro coordenadorias: a 2ª (São Leopoldo), a 4ª (Caxias), a 16ª (Bento Gonçalves) e a 27ª (Canoas). As Escolas Wolfram Metzler, de Novo Hamburgo, São João Batista, de Montenegro e Monteiro Lobato, de Taquara, trouxeram suas experiências de pesquisa no ensino técnico.

As três escolas têm uma trajetória consolidada no ensino técnico e politécnico e angariaram reconhecimento nacional e internacional pela qualidade de seus trabalhos. Com participação em feiras do mundo todo (França, Rússia, Peru, Estados Unidos, Paraguai, Emirados Árabes, entre outros) as escolas apostam na pesquisa por uma série de razões. Entre as vantagens de trabalhar com pesquisa, de acordo com Josiara Quadros e Elisabeth Backes, do Colégio Wolfram Metzler, está o desenvolvimento da autonomia do aluno. “O professor passa a ser o mediador do conhecimento, mas o aluno é o grande protagonista”, esclarece Josiara.

Outra vantagem, de acordo com o professor Fabio Juliano de Souza, da Escola São João Batista, é o desenvolvimento da capacidade de integrar as diferentes áreas do conhecimento. Além disso, são trabalhadas questões éticas relacionadas à pesquisa e é desenvolvida a percepção da importância do método científico. A prova do êxito da pesquisa está no trabalho internacionalmente premiado que a escola desenvolveu em 2012. A professora Michele Behrens orientou a pesquisa sobre o jambolão e a utilização de suas propriedades para o combate do diabetes. A pesquisa pode ajudar milhões de pessoas que sofrem com a doença no mundo todo. Segundo Priscila, os ativos do jambolão se mostraram 100% eficazes e há grandes chances de, a partir dos resultados, o grupo desenvolver e comercializar um produto.

Além da experiência ímpar dos alunos, que conhecem novos lugares e novas pesquisas, muitos recebem bolsas de estudos dentro e fora do país. Exemplo disso é o aluno da Escola Monteiro Lobato, que desenvolveu um tipo de madeira compensada com a palha do pinheiro. O pesquisador recebeu bolsa de estudos integral de duas universidades e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). De acordo com o professor Tiago Ulrich, a pesquisa muda radicalmente o comportamento do aluno, “ele se torna mais reflexivo e mais engajado socialmente”.

O mediador da formação, assessor do Ensino Médio Politécnico da 2ª CRE, Paulo Taufer, acredita que os momentos de socialização de experiências são fundamentais. De acordo com Paulo, os relatos dão mais concretude às teorias que embasam o Ensino Médio Politécnico.