Escolas da 2ª CRE relatam experiências sobre educação do campo

02/09/2013 10:01

 

Cinco das 24 escolas rurais da rede estadual localizadas na abrangência da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) apresentaram relatos de experiência no 5º Encontro Regional de Escolas do Campo, realizado em Triunfo, entre os dias 2 e 4 de setembro. As escolas narraram as práticas realizadas a partir da pesquisa socioantropológica, que oferece subsídios para uma prática pedagógica mais contextualizada. O encontro contou com a presença de sete CREs e teve como tema central o debate da reestruturação curricular das escolas do campo.

A Escola Adolfo Flor, de Salvador do Sul, trouxe a sua caminhada pedagógica, que, de acordo com a diretora Meri Terezinha Abel Lunckes, é toda pautada na realidade das crianças. Os 28 alunos são integrados, junto de professores e pais, em comitês, que organizam as atividades escolares. O comitê ‘saberes e sabores’ é responsável por propor atividades de resgate de receitas locais dos antepassados. O comitê ‘literatura e atividades culturais’ programa atividades de incentivo à arte e à cultura. O comitê de ‘Informática educativa’ pensa no uso das mídias no espaço escolar. O comitê da ‘horta escolar’ reforça saberes das crianças e se engaja em atividades como a compostagem, minhocário e produção de verduras e hortaliças orgânicas.

A Escola tem sido convidada em vários eventos estaduais para apresentar a peça teatral ‘alfabetizando as emoções’. “O teatro trabalha os sentimentos, as emoções e os conflitos das crianças. Através da arte conseguimos transcender os limites das disciplinas e oportunizar a expressão dos alunos na sua integralidade”, reflete Meri. A escola também oportuniza vivências significativas ao visitar as famílias das crianças para ver, por exemplo, uma ninhada de filhotes de ovelha ou, então, o ninho de papagaios, instalado em uma araucária, exemplifica a diretora. “As aprendizagens construídas através dessas vivências, nunca mais serão esquecidas pelas crianças”, destaca a diretora Meri Lunckes.

Além da Escola Adolfo Flor, as escolas Arthur Weimer e Auri Beschorner, de Salvador do Sul, José Garibaldi, de Montenegro, e Albino David Hartmann, de Bom Princípio, relataram experiências. De acordo com a coordenadora das escolas do campo da 2ª CRE, Silvia Tolentino, as escolas estão em uma caminhada inovadora dentro da proposta de educação do campo. “O campo tem as suas especificidades e o currículo precisa contemplar a vida das pessoas. A educação precisa estar a serviço da vida, caso contrário perde a sua funcionalidade”, reflete Sílvia.