Escolas estaduais de Novo Hamburgo recebem formação para mediar conflitos

15/04/2014 17:22

Escolas estaduais de Novo Hamburgo recebem formação para mediar conflitos

 

Nos dias 14 e 15, oito escolas estaduais de Novo Hamburgo, pertencentes à 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) receberam formação para aprender a mediar conflitos, no auditório do Colégio 25 de Julho. Representantes de pais, alunos e professores refletiram sobre os tipos de conflitos que podem ser mediados e sobre quais os procedimentos adequados no processo de mediação. O representante dos comitês comunitários de prevenção à violência nas escolas (Copreves) da Secretaria de Educação do estado (Seduc), Eduardo Pazinato, propôs uma série de dinâmicas de trocas de ideias e de experiências, dramatizações e discussões sobre questões práticas do cotidiano escolar. Conflitos entre alunos, professores e familiares são questões que podem ser abordadas pelos copreves. Conflitos que configuram atos infracionais não são da pertinência dos comitês e devem ser encaminhados ao Conselho Tutelar ou à Brigada Militar, dependendo da situação.

Eduardo falou da necessidade de construirmos uma cultura de paz e de não fazermos apologia à violência, através de postagens de agressões em redes sociais, por exemplo. Dentre os encaminhamentos tirados da formação estão a realização de reuniões bimestrais itinerantes, com o intuito de trocar experiências entre as escolas para que intervenções exitosas sejam multiplicadas e também para que os agentes se fortaleçam. A primeira escola a sediar o encontro será a Boa Saúde, que recentemente foi pautada pela mídia por questões de violência no entorno escolar. Além disso, as escolas criarão uma página no facebook para terem um canal direto de comunicação e de ajuda mútua. Promover palestras e debates também ficou entre os compromissos assumidos pelos participantes.

De acordo com a supervisora da 2ª Coordenadoria Regional de Educação, responsável pelas escolas de Novo Hamburgo, Andreia Dalpiaz Prestes, a formação superou todas as expectativas, pois “foi bem prática e conseguiu instrumentalizar as pessoas para agir”. Andreia ressalta que os adolescentes participaram e se envolveram nas discussões: “eles se expuseram, expressaram suas formas de enxergar a violência e se comprometeram a formar os Copreves nas suas escolas. Eles querem ser a semente de mudança”.

As escolas que participaram foram: 25 de Julho; Seno Ludwig, Madre Benícia, Antônio Conselheiro, Santo Afonso, Boa Saúde, Maurício Sirotsky, Vila Becker.

 

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell