Professores têm noite de formação durante a 11ª MEP

13/07/2014 15:59

 

 

Durante a 11ª Mostra de Educação Profissional, Ensino Médio Politécnico e Curso Normal (MEP) 50 professores das quatro coordenadorias regionais de educação (a 2ª, de São Leopoldo; a 4ª, de Caxias; a 16ª, de Bento Gonçalves e a 27ª, de Canoas) tiveram noite de formação. A ideia da formação durante as Mostras surgiu da vontade de os professores compartilharem as suas experiências no processo de amadurecimento da reestruturação curricular do Ensino Médio.

No primeiro bloco, houve uma retomada teórica e metodológica do processo de implantação do Ensino Médio Politécnico nas escolas. No segundo bloco, duas escolas fizeram relatos de experiências e, por fim, houve espaço para perguntas e socializações. A professora Mariléia Sell, da 2ª CRE, iniciou a formação trabalhando o vídeo da escritora nigeriana Chimamanda Adichie, “O perigo da história única”. Fazendo um paralelo com as histórias únicas, Mariléia problematizou os currículos únicos, aqueles que excluem as múltiplas narrativas da vida e do contexto das comunidades escolares. “A vida precisa ter lugar nas escolas e nos currículos”, frisa.

A professora Noemi Antônio Maria fez uma retomada do processo de implantação do Ensino Médio Politécnico e retomou os principais fundamentos da politecnia: a avaliação emancipatória, a formação integral, a pesquisa socioantropológica e a interdisciplinaridade. “A 2ª CRE têm 82 escolas de Ensino Médio e já visitamos cerca de 70 escolas para dialogar com os professores e assessorar as práticas pedagógicas”, ressalta Noemi.

As professoras da Escola Wolfran Metzler, de Novo Hamburgo, Elisabeth Backes e Andreia Roveré Franz, fizeram um relato de experiências. Elas detalharam como a politecnia acontece no dia a dia da escola, por meio do Seminário Integrado: “Dá muito trabalho, mas a satisfação que gera não tem preço”, reflete Andreia. E não é pouca a satisfação: um grupo de alunas está de malas prontas para apresentar a pesquisa sobre crianças que vivem em instituições, em Medellín, na Colômbia. Esta pesquisa já rendeu inúmeras premiações e a escola está cheia de planos para aprofundar e expandir cada vez mais a pesquisa.

A Escola Técnica de Taquara, o Cimol, também trouxe para a formação a sua caminhada com a pesquisa. Priscila Fabiane Kasper apresentou as inúmeras pesquisas que a escola já desenvolveu e que receberam premiações importantes, tanto no Brasil, quanto no exterior. Esse é o caso do aluno Guilherme Winter, que desenvolveu pesquisa a partir do pinus elliot. “Ele é um verdadeiro papa prêmios, já viajou para diversos lugares do mundo, recebeu várias bolsas de estudos e, o que é mais importante, evoluiu como ser humano e como pesquisador”, ressalta a professora. Essa é mais uma das vantagens das Mostras Científicas: os alunos desenvolvem habilidades de comunicação e de postura, o que é importante para a vida, destaca Kasper.

Para o mediador da formação, Paulo Taufer, estamos consolidando a pesquisa em nossas escolas e isso, de acordo com ele, inclui a construção da autonomia dos alunos e a geração de conhecimentos significativos, capazes de interferir na realidade das comunidades escolares. “A escola pública tem um potencial imenso e precisamos mudar a história única que temos sobre ela e sobre nós mesmos”, reflete.

 

 

Jornalista responsável: Mariléia Sell